Archive for abril, 2010

 

Balanço

Sentindo-se Ansioso? Fique Alerta!

Quando você se sente ansioso, dominado pela ansiedade, que se deve fazer? O que você geralmente faz quando a ansiedade se faz presente? Você tenta resolvê-la. Você tenta alternativas e você fica cada vez mais envolvido nisso. Você irá criar uma confusão ainda maior porque ansiedade não pode ser dissolvida através do pensar. Ela não pode ser dissolvida pelo pensar porque o próprio pensar é um tipo de ansiedade.

Esta técnica diz para não fazer nada com a ansiedade. Basta ficar alerta!

Vou lhe contar uma antiga anedota sobre Bokuju, outro mestre Zen. Ele vivia sozinho numa caverna, mas durante o dia, ou mesmo à noite, ele às vezes gritava, “Bokuju” – seu próprio nome, e então ele diria, “Sim, estou aqui”. E ninguém mais estava lá.
Então seus discípulos costumavam perguntar a ele, “Porque você está chamando ‘Bokuju’, seu próprio nome, e então dizendo, ‘Sim senhor, estou aqui’?”
Ele disse, “Sempre quando começo a pensar, tenho que me lembrar de ficar alerta, e assim chamo meu próprio nome, ‘Bokuju’. Na hora que chamo ‘Bokuju’ e digo, ‘Sim senhor, estou aqui’, o pensar, a ansiedade desaparece”.
Então, nos seus últimos dias, por dois ou três anos, ele nunca mais chamou “Bokuju”, seu nome, e nunca teve que responder, “Sim senhor, estou aqui”.
Os discípulos perguntaram, “Mestre, agora você não faz mais isso”.
Então ele disse, “Mas agora Bokuju está sempre presente. Ele está sempre presente, e não há necessidade. Antes eu costumava perdê-lo. Às vezes a ansiedade me tomava, me obscurecia completamente, e Bokuju não estava lá. Então eu tinha que lembrar ‘Bokuju’, e a ansiedade desaparecia…”

Tente seu nome. Quando você sentir uma profunda ansiedade, apenas chame seu nome – não “Bokuju” ou outro nome qualquer, mas seu nome – e então responda a isso, “Sim senhor, estou aqui”, e sinta a diferença. A ansiedade não estará mais presente. Ao menos por um momento você terá um vislumbre além das nuvens, e o vislumbre pode ser aprofundado. Uma vez que você saiba que se você ficar alerta a ansiedade não está mais lá, ela desaparece; você chegou a um profundo conhecimento de seu próprio eu e do funcionamento de seu mecanismo interior.

Osho: Excerpted from The Book of Secrets

OSHO International Newsletter Portuguese Abril 2010

QUERIDOS E QUERIDAS

EM GERAL, AS TERAPIAS ALTERNATIVAS SÃO PRIVILÉGIO
DE UM PEQUENO GRUPO DE PESSOAS COM ACESSO A INFORMAÇÕES E MAIOR PODER AQUISITIVO.

QUEREMOS APRESENTAR ALGUMAS DESTAS TERAPIAS A PESSOAS QUE
NÃO TEM OPORTUNIDADE E/OU ACESSO
A ESSES ATENDIMENTOS.

AVISEM SEUS VIZINHOS, JARDINEIRO, FUNCIONÁRIOS, AMIGOS E PARENTES.
ESTÃO TODOS CONVIDADOS!

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VianadoCastelo2 Em Love and Awakening”, John Welwood emprega a analogia do castelo para ilustrar o mundo dentro de nós.

Imagine um castelo magnífico, com corredores intermináveis e milhares de aposentos. Cada cômodo do castelo é perfeito e tem um dom especial. Cada aposento representa um diferente aspecto de você mesmo e é uma parte completa do castelo inteiro e perfeito. Como uma criança, você explorou cada centímetro do seu castelo, sem vergonha ou espírito crítico. Sem medo, procurou as preciosidades e os segredos de cada cômodo. Amorosamente, você assumiu cada aposento, fosse ele um banheiro, um quarto ou uma adega. Cada um e todos os cômodos eram únicos. Seu castelo estava cheio de luz, amor e maravilha.

Então, um dia, alguém chegou lá e lhe disse que um dos aposentos era imperfeito, que com certeza não pertencia ao seu castelo. Sugeriu-lhe que, se quisesse ter um castelo perfeito, você deveria fechar aquele quarto e trancar a porta. Como desejava ser amado e aceito, você rapidamente fechou o quarto. À medida que o tempo foi passando, mais e mais gente foi até o seu castelo. Todos deram sua opinião sobre os aposentos, de quais gostavam e os que lhes desagradavam. E, aos poucos, você foi fechando uma porta depois da outra. Seus aposentos maravilhosos foram sendo trancados, ficaram fora do alcance da luz, mergulhados na escuridão. Um ciclo havia começado.

Desse momento em diante, você passou a fechar cada vez mais portas; pelas mais diversas razões. Fechou portas porque tinha medo ou porque achou que os quartos eram muito arrojados. Trancou as portas de outros por julgá-los muito conservadores. Outras portas foram fechadas porque alguns castelos que você visitou não tinham cômodos como aqueles. E outras, ainda, porque seu líder religioso lhe disse que você deveria manter distância de certos quartos. Você fechou toda porta que não se encaixasse nos padrões da sociedade ou em seu próprio ideal.

Acabou-se o tempo em que o seu castelo parecia não ter fim e o seu futuro se apresentava brilhante e cheio de emoções. Você já não cuidava mais de cada cômodo com o mesmo amor e admiração. Aposentos dos quais você se orgulhava, agora queria que desaparecessem. Você tentou imaginar formas de se livrar deles, mas eles faziam parte da estrutura do castelo. Chegou um momento em que você, tendo fechado a porta de todo e qualquer cômodo de que não gostasse, acabou por se esquecer completamente deles.

No princípio, você não percebeu o que estava acontecendo; tinha se tornado um hábito. Com tanta gente dando palpites tão diferentes sobre qual a aparência que um magnífico castelo deveria ter, tornara-se mais fácil dar atenção aos outros do que à sua voz interior: a única que amava seu castelo por inteiro. Na verdade, o fato de fechar aquelas portas começou a lhe dar segurança. Logo você se viu morando em poucos e apertados cômodos. Aprendera a fechar as portas para a vida e sentia-se à vontade fazendo isso. Muitos trancaram tantos aposentos que se esqueceram de que algum dia foram um castelo. Passaram a acreditar que eram apenas uma casa pequena, de dois quartos, necessitando de consertos.

Agora, imagine seu castelo como o lugar onde você abriga tudo o que você é, a parte boa e a má, e que todas as características que existem no planeta também estão em você. Um de seus cômodos é amor; outro é coragem; outro, elegância; e outro é graça. Há um número infinito de aposentos. Criatividade, feminilidade, honestidade, integridade, saúde, sensualidade, poder, timidez, ódio, ganância, frigidez, preguiça, arrogância, doença e maldade são aposentos do seu castelo. Cada um deles é uma parte essencial da estrutura, e cada aposento tem seu oposto em algum lugar do seu castelo. Felizmente, nunca ficamos satisfeitos sendo menos do que somos capazes de ser. Nosso descontentamento com nós mesmos nos motiva a ir em busca de todos os cômodos perdidos do castelo. Só conseguiremos achar a chave da nossa individualidade se abrirmos todos os aposentos do castelo.

O castelo é uma metáfora para ajudá-lo a perceber a enormidade do seu ser. Cada um possui esse lugar sagrado dentro de si mesmo. É de fácil acesso, se estivermos prontos e ansiosos por ver a nossa totalidade. A maioria das pessoas tem medo do que poderá encontrar por trás das portas desses quartos. Assim, em vez de partir numa aventura, para encontrar nosso eu escondido, cheio de emoção e maravilhas, conservamo-nos fingindo que os quartos não existem. O ciclo continua. Mas, se você quer de fato mudar o rumo da sua vida, terá de entrar em seu castelo e abrir vagarosamente todas as portas, uma a uma. Precisará explorar seu universo interior e recuperar tudo o que havia rejeitado. Só na presença do seu eu integral você poderá apreciar sua magnificência e gozar a totalidade e a singularidade da sua vida.”

a citação acima está no livro “O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz”, de Debbie Ford

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